"Os Caras" me disseram que Gonzaguinha partiu antes do combinado.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
"Os Caras" e Herman Hesse II

O Lobo da estepe é um romance que narra a desintegração da personalidade num homem maduro, ou quiçá o fracasso ou a resignação ante a impossibilidade de formação de uma personalidade coesa e sólida na voragem de um tempo de transmutação de valores, de fragmentação e velocidade. Haller vive entre as trevas e a luz, o sensual e o espiritual, o moderno e a tradição, o profano e o sagrado, numa interminável e aguda crise. Não é feliz. A certa altura, no clímax de uma sensual festa de máscaras, imerso na multidão, já desfigurado, sem passado, sem face, sem personalidade, sente seu ego, sua individualidade dissolvida na unio mystica da alegria. Harry Haller experimenta uma espécie de transcendência espiritual às avessas.
O livro parece deixar uma conclusão pessimista quanto à possibilidade de formação da unidade pessoal. Mas Hesse, em nota de 1961 para uma reedição do romance, diz que não descarta no romance a esperança oculta de uma síntese transcendente, que integre o santo e o libertino, o que parece estar prefigurado na demonstração da unidade oculta das mil almas no capítulo final da obra.
"Os Caras" e Maysa
Meu Mundo Caiu
Composição: Maysa
Interpretação: Banda 99 macacos
Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim
Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí
Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar
"Os Caras" e Chico Buaque - Joana Francesa - Jeanne Moreau
A narração inicial é de Paulo José. Assista até o final.
Arte pura!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
"Os Caras" e Milton Nascimento - Caçador de Mim
Caçador de Mim
Milton Nascimento
Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão
Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim
"...que perguntar carece:
- Como não fui eu quem fiz."
quarta-feira, 16 de julho de 2008
"Os Caras" e o Punhal
VERÔNICA SABINO - Todo Sentimento - Live!
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e C. Bastos
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.
"Os Caras" e Carlinhos Brasil
Carlinhos Brasil dispensa qualquer comentário. Sou suspeito para falar da pessoa e do artista. Quem tem o prazer de desfrutar da amizade ou de conviver com ele é com certeza um privilegiado. Chego a dizer que Carlinhos Brasil canta Caetano Veloso melhor que Caetano Veloso. É isso!
"Os Caras" e as visitas noturnas

Sei que na penumbra de meu quarto caminhas todas as noites a observar meu sono. Silenciosa, taciturna, louca para se estender em meus lençóis, roçar teu pé no meu, dormir de "conchinha". Sei, mesmo no mais pesado dos sonos, que escutas meu respirar, penetras no meu sonhar e se divertes com meu sexo. Sei-te toda, em partes e em mistérios. Fostes presença constante em passado remoto e agora anseias em retornar ao que era teu. Façamos assim. Sigas me observando. Passe teus longos dedos pelos meus cabelos e saibas que teu termo está chegando.

