quinta-feira, 22 de maio de 2008

"Os Caras" e o Casamento Lego

- Sabe por que um Casamento Lego não dura?

- Porque ele é de brinquedo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 20 de maio de 2008

"Os Caras" e a magia errada.


Merda! Merda! Merda!
(Pietro Maria Bardi, in pixação no muro do MASP)

"Os Caras" e meu bichinho


Meu bichinho de estimação sumiu ontem. Coloquei uma faixa enorme em frente de minha casa, oferecendo até uma recompensa.
Ele é dócil, meigo e gentil. Dizem que os animais tendem a ter o comportamento de seus donos. Mas quanto a isso tenho minhas reservas.
Ele atende pelo nome de Junior. Gosta que lhe façam festa. É inteligente e gosta de explorar.
Talvez tenha sido esse espírito aventureiro que o tenha levado.
Procurei no abrigo de animais, pela vizinhança e conversei com a molecada da rua.
Ninguém o viu.
Se você tiver alguma informação, por favor, poste aqui no blog.
Criança passando mal.

"Os Caras" e os aviões que caem.


Os aviões que caem na terra,
matam os seres que a abandonaram.
Em seus coovers de Icáro e Dédalo,
perdem as asas de cera.
O encontro com a massa dura é inevitável
e nesse choque os corpos líquidos se desfazem.
Os aviões que caem na terra,
devolvem os seres que a desprezaram.
Em seus surtos de Pégaso,
perdem as térmicas e a flutuabilidade.
O reencontro com a superfície é fatídico
e nesse impacto as vidas se diluem.
Os aviões que caem na terra,
retornam os fugitivos que se divorciaram.
Em seus delírios de Dummont,
queimam seus Demoiseles.
O retorno ao reino dos bipedes é certo
e nesse aproximar abrupto o pó volta ao pó.

"Os Caras" e o retorno à vida.


Eu estava morto,
mas não totalmente.
Alguém me disse que eu tinha que retornar.
E nesse retorno,
nessa viagem de volta,
precisava de seu hálito.
De um pouco da sua vida
em minha vida.
Então estou voltando,
ressureto,
fenix,
reconduzido ao que deixei.
Espero apenas que minhas bagagens
não tenham se extraviado.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

"Os Caras" e Milton Nascimento - Clube da Esquina N°1 (1997)

"Os Caras" e o manter.

Todo esse reino,
todas as conquistas,
todos os despojos,
todas as vitórias,
de nada valem neste momento.
Esqueci me do "manter",
alias, nunca soube sustentar o peso do meu reinado.
De que me valeu a ousadia de idos?
De que me valeu as batalhas vencidas?
Agora, parado aqui,
na borda desse abismo,
me calo.

"Os Caras" e Pablo Neruda


Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos (Pablo Neruda)

Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.
Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.
Fui teu, foste minha.
O que mais?
Juntos fizemos uma curva na rota por onde o amor passou.
Fui teu, foste minha.
Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.
Vou-me embora.
Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços.
Não sei para onde vou....
Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.

domingo, 18 de maio de 2008

"Os Caras" e uma decisão

Não vou aqui escrever em versos. Cansei-me um pouco desta forma e maneira. Serei cursivo e contínuo.
Minha companheira constante veio me visitar. Falo cá da Depressão. Desta vez não veio só, pois trouxe a Angústia e a Culpa. Pensei recorrer a psiquiátra de plantão e ao velho prozac, mas estou decidido a tentar sozinho. Sei que isso é deveras temerário, mas se não conseguir sempre tem o plantão me aguardando com um receituário breve de preenchimento.
Pensei em recorrer também ao velho Deus e sua velha Igreja mas também seguirei sem eles. Pelo menos na forma convencional. Acharia um tanto quanto hopócrita recorrer a algo que sei não estar no eixo da questão ou no eixo da razão. Deus tem sido algo muito louco em minha vida e quanto mais o estudo mais distante fico das religiões. De que me adiantaria agora me abrigar num lugar do qual fui excluido? Creio que de quase nada!
Sei que tenho que deixar muitas coisas e buscar um mesmo tanto. Sei que tudo agora demandará trabalho, suor, dedicação e apoio e sei também que esse último terei bem pouco. Posso contar comigo mesmo e com poucas pessoas. Não que elas não queiram me ajudar, apenas ficaram cansadas.
Tenho todo um ferramental guardado e que posso quase tudo. Então mais do que nunca está na hora de caminhar.
Tenho um regato a cruzar, uma mata a atravessar e quem sabe do outro lado esteja meu Eldorado.
Levo a luz e meu cajado.
Vou nessa!

"Os Caras" e Zélia Gattai


"Continuo achando graça nas coisas,
gostando cada vez mais das pessoas,
curiosa sobre tudo,
imune ao vinagre,
às amarguras,
aos rancores".