quarta-feira, 23 de abril de 2008

"Os Caras" e o Terremoto


Saint Paul, Brazil, 04/22/2008

09:07 PM

5.2 Scall of Richter



"Os Caras" são foda!


A destruição era para ser bem maior.


Mas Eles mexeram os pauzinhos e a onda dissipou-se no mar.


Ufa! O que seria de nos sem "Os Caras".

"Os Caras" e a Tempestade

Tenho certeza
de que usaram de ilusão.
Trouxeram a deusa Maya
e nos banqueteamos em sua homenagem.
Dois tontos, boquiabertos,
adorando as formações de nuvens.
Tivemos que correr
da e na Tempestade.
No Beco dos Caras nos deparamos
com Eólio irritado.
Pegou-nos de frente
e nos fez conhecer seu impacto em nossos rostos.
Nos abrigamos em uma garagem
a espera da bonança
ouvimos som e a mente pode criar
em forma de máquina fotográfica.
O cão pequeno no colo da menina,
o odor difícil do esgoto vazando,
e a música "Ela partiu..."
Tenho certeza que "Os Caras" armaram tudo
difícil é provar.

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Os Caras" e Stairway to Heaven




Stairway To Heaven (tradução)


Led Zeppelin


Composição: Led Zeppelin



Há uma senhora que acredita
Que tudo o que brilha é ouro
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso
Quando ela chega lá ela descobre
Que se as lojas estiverem todas fechadas
Com apenas uma palavra ela consegue o que veio buscar
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso
Há um cartaz na parede
Mas ela quer ter certeza
Porque você sabe que às vezes as palavras
têm duplo sentido
Em uma árvore a beira do riacho
Há um rouxinol que canta
Às vezes todos os nossos pensamentos estão errados.
Isto me faz pensar
Isto me faz pensar
Há algo que sinto
Quando olho para o oeste
E meu espírito chora ao partir
Em meus pensamentos tenho visto
Anéis de fumaça atravessando as árvores
E as vozes daqueles que ficam parados olhando
Isto me faz pensar
Isto realmente me faz pensar
E um sussurro avisa que em breve
Se todos entoarmos a canção
O flautista nos levará à razão
E um novo dia irá nascer
Para aqueles que suportarem
E a floresta irá ecoar gargalhadas
Se há um alvoroço em sua horta
Não fique assustada
É apenas limpeza primaveril da rainha de maio
Sim, há dois caminhos que você pode seguir
Mas na longa estrada
Há sempre tempo de mudar o caminho que você segue
E isso me faz pensar
Sua cabeça lateja e não vai parar
Caso você não saiba
O flautista te chama para você se juntar a ele
Querida senhora, pode ouvir o vento soprar?
E você sabia
Sua escadaria repousa no vento sussurrante
E enquanto corremos soltos pela estrada
Com nossas sombras mais altas que nossas almas
Lá caminha uma senhora que todos conhecemos
Que brilha luz branca e quer mostrar
Como tudo ainda vira ouro
E se você ouvir com atenção
A canção irá finalmente chegar a você
Quando todos são um e um é o todo
Ser uma rocha e não rolar
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso...

"Os Caras" e Stairway to Heaven


Jogavamos a noite toda.
Bebiamos, conversavamos e
discutiamos o sexo dos anjos,
a juventude nos acompanhava
e tolos achavamos que tudo era prá sempre.
Cada um seguiu um caminho.
Um morreu.
Outro se matou.
Restam cinco menos dois.
Dispersos pelo mundo.
Hoje sei para onde minha escada me leva.
Dispenso o corrimão.
Dispenso enxergar onde vai dar.
Se céu ou inferno.
Se vida ou morte.
É lá que estarei...
não tem outro caminho.

sábado, 19 de abril de 2008

"Os Caras" e a Loucura do Poeta


A BUSCA DO POETA LOUCO

escrito em 31/05/2002



Não se vai aqui questionar em que nível chegou a loucura do poeta.
Enlouqueceu simplesmente.
Sem estágios intermediários,
sem meio-termo, sem ameaças, sem faz de conta.
Pirou. Pinel. Charcot.
Virou as costas e saiu andando.
Deu de ombros.
Desdenhou nossa razão e se foi.
Partiu.
Sem eira foi ali pela beira.
Marginal se ausentou da realidade.
Talvez dissesse que ia atrás de Zaratustra,
em busca do mito da caverna,
participar da guerra do fogo,
no encalço do santo graal,
percorrer a estrada de tijolos amarelos,
encontrar o caminho do Eldorado. Definitivamente não vamos aqui tergiversar
nem usar de subterfúgios para melhorar a fama do poeta,
nem vamos preservar sua imagem,
livrar-lhe a cara,
tirar-lhe o... da reta,
salvar-lhe a pele,
aninhá-lo nos braços e niná-lo.
Não, não vamos não. O poeta enlouqueceu e pronto! Dispensa-se o eletro choque,
o sossega leão,
a camisa-de-força,
o cloridrato de fluoxetina,
o ficar de bem dando o dedinho. Dispensam-se as mensagens de condolências,
as coroas de flores,
os epitáfios,
as tele-mensagens,
os telegramas cantados,
as olas da torcida,
as volta olímpicas,
os jogos de despedidas. O poeta enlouqueceu e é só! Não deixou testamento,
bens a inventariar,
penduras no boteco,
livros no prelo,
cartas para serem abertas depois. Não legou herança, esperança, crianças
nem lembranças... O poeta ficou de saco cheio e irmanou-se com a insanidade
e na sua idade
isto foi fundamental.
Tirou o cavalinho da chuva,
o burro da sombra,
desencostou do barranco,
deu bom dia pra poste. Que não venham com nome de rua,
praça ou avenida,
não precisa,
nem enredo de escola de samba,
não componham hino, nem acústico, nada... O poeta enlouqueceu...

terça-feira, 15 de abril de 2008

"Os Caras" e o Adeus!


ADEUS!


Já gastamos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nos bolsos
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias:
os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.
E, no entanto,
antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos nada que dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse:
as palavras estão gastas.
Adeus.

Poema de Eugénio de Andrade, brilhantemente, interpretado por um elemento da Tum'Acanénica do Instituto Politécnico de Leiria, mais propriamente da Escola Superior de Educação.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

"Os Caras" e o Espinho na Carne.


O Apóstolo Paulo pediu para que Deus lhe retirasse o
"Espinho da Carne".
Eu pedi e "Os Caras" me deram a
Rainha dos Espinhos.
-Haja carne, agora, para tantos arranhões.

domingo, 13 de abril de 2008

"Os Caras" e o Gaguinho


E não é que o Gaguinho tentou derrubar o satélite de
comunicações da Dra. Lú!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas "Os Caras", que são foda, chegaram a tempo e
impediram tal maldade.
O meliante apanhou mais que filho de cego.
Depois diz que não tem sorte na vida!
Peia nele!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

"Os Caras" e os roda-pés dos e-mail da Beth.


"O ser humano vivencia a si mesmo,
seus pensamentos como algo separado do resto do universo -
numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência.
E essa ilusão é uma espécie de prisão
que nos restringe a nossos desejos pessoais,
conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas.
Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão,
ampliando o nosso círculo de compaixão,
para que ele abranja todos os seres vivos
e toda a natureza em sua beleza.
Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo,
mas lutar pela sua realização
já é por si só parte de nossa liberação
e o alicerce de nossa segurança interior".
- A. Einstein

terça-feira, 8 de abril de 2008

"Os Caras" e nosso exército


Estamos chegando.
Eu, nossos bichinhos e as guerreiras.
"Os Caras" não esperam por isso.
Mantenha as muralhas.
Quero destruí-los com minhas mãos.
Sentirão o peso de minha espada.
Saberão que o criador é maior que as criaturas.