sábado, 23 de fevereiro de 2008

"Os Caras" e o Fim da Tarde

Artigo 1.º

- Decreta-se por meio desta a extinção do entardecer.
O bucolismo cinza-depressão fica terminantemente impedido de se mostrar.
Acaba-se para todo o sempre o arrebol.
Não mais passáros se recolhendo em bandos pelos céus.
Não mais crias retornando às mães.
Não mais friagem a retirar casacos dos armários.
Não mais lembranças de abraços e aconchegos de amores passados.
O dia pode até mutar-se em noite,
apenas não pode haver esse interregno chamado "tarde".
Até mesmo o nome é indigesto.
Algo que já passou.
Já foi.
Tarde.
Proclame-se em todas as legislações
em todas as normas, decretos, leis, especificações,
bulas papais,
bulas de remédios,
propagandas de metrô.
Arautos sejam enviados aos quatro cantos.
Trovadores cantem aos quatro ventos (ou oito ou dezesseis).
Panfletos distribuídos em praças e ruas,
sermões e pregações em todas as igrejas.
Desta data em diante o poeta não sofrerá mais com esse período,
esse momento,
esses minutos em que lhe falta o ar de tanta tristeza observada.

Parágrafo único:
-Revogam-se as disposições em contrário
.

"Os Caras" e meu retorno

Enfrentei-os.
Eram muitos.
Fiz de cada fibra de meus músculos um motivo,
de cada respirar, um ataque
de cada armadilha, um escape.
Provoquei-lhes grandes baixas.
Poderia tê-los vencido, mas pensava em você.
Ansiava por ver-te bem, inteira.
Desejava teu afeto em minhas chagas.
Teu abraço,
Teu hálito...
Posterguei a batalha!

Voltei prá te ver

"Os Caras" e a Cris



- "Os Caras" disseram que eu não tinha bom gosto para mulheres.

Aí tive que apressentar a Cris...sem comentários por favor.

"Os Caras" e a frenética guerra.


- "Os Caras" estão se modernizando. A metralhadora é Russa mas o veículo é de Pirituba.

"Os Caras" Eu e Ishitar na busca


Com ela cavalguei cem dias,
as noites foram mais de mil
Insônes e fatigados percorremos trilhas,
milhas, e a busca foi árdua.
Passamos por desertos abrasivos,
pradarias, savanas, geleiras e praias.
Nada que nos impedisse, parasse,
desviasse.
Com ela cavalguei
e juntos prosseguimos.
Nossos corpos colados,
suados, no dorso do animal.
Desvendamos todos os mistérios,
segredos, herméticos.
Nada que nos detivesse, diminuisse
separasse.
Com ela
e juntos.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

"Os Caras" e o Adorador da Lua


- Depois de cinco meses internado no nosocômio, volto ao planeta terra.
Foram dias longos, com certeza cada um com mais de vinte e quatro horas.
Foram dias chuvosos. Chovia todo dia e quando não chovia, chovia também.
O poeta encontrou-se frente a frente com "Os Caras".
Foi terrível!!
De bom apenas a descoberta que eles também são Adoradores da Lua e que estão em péssima situação pisíquica.
Duro é saber que aquele lugar não irá ajudá-los.
Fui buscar uma coisa e a encontrei.
Agora tenho duas loucuras: a minha e a de não enlouquecer de novo.

domingo, 16 de setembro de 2007

"Os Caras" e o sol


"Os Caras" nunca falam.


Mas prestam uma atenção!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"Os Caras" e a esperança


Se dissesse que sabia,
arrogante seria,
que aconteceria
tolo, presumiria.
Tinha algo por certo mas sem poder explicar.
Acreditava no imponderável,
cria.
E é assim que fiquei.
Esperança e só.

"Os Caras" e a loucura


Passam pela memória momentos em que o respirar era mais leve e a morosidade dos dias a passarem, embalava minha noção de tempo.
O hálito morno que as tardes vertiam em minha rua nos acompanhava até o anoitecer. T
ecer contigo o fino fio das madrugadas e juntos, unidos no leito, fazer escadas para o sétimo céu.
A loucura talvez não esteja no grito, simplesmente. Quem sabe ela esteja no cruzar a ponte.

"Os Caras" e a partida

- Eu falei e "Os Caras" não acreditaram.


A loucura da situação é saber que a normalidade é mais louca que a própria insanidade.
Conjectura-se uma saída
e escolhe-se a partida.
Não o simples ato de sair andando.
Mas o mais cruel partir que é o ausentar-se do cotidiano.
Como o Bicho disse:
Precisa querer!!!
Então que se queira.
Parto!