domingo, 16 de setembro de 2007

"Os Caras" e o sol


"Os Caras" nunca falam.


Mas prestam uma atenção!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"Os Caras" e a esperança


Se dissesse que sabia,
arrogante seria,
que aconteceria
tolo, presumiria.
Tinha algo por certo mas sem poder explicar.
Acreditava no imponderável,
cria.
E é assim que fiquei.
Esperança e só.

"Os Caras" e a loucura


Passam pela memória momentos em que o respirar era mais leve e a morosidade dos dias a passarem, embalava minha noção de tempo.
O hálito morno que as tardes vertiam em minha rua nos acompanhava até o anoitecer. T
ecer contigo o fino fio das madrugadas e juntos, unidos no leito, fazer escadas para o sétimo céu.
A loucura talvez não esteja no grito, simplesmente. Quem sabe ela esteja no cruzar a ponte.

"Os Caras" e a partida

- Eu falei e "Os Caras" não acreditaram.


A loucura da situação é saber que a normalidade é mais louca que a própria insanidade.
Conjectura-se uma saída
e escolhe-se a partida.
Não o simples ato de sair andando.
Mas o mais cruel partir que é o ausentar-se do cotidiano.
Como o Bicho disse:
Precisa querer!!!
Então que se queira.
Parto!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

"Os Caras" e a chuva

--"Os Caras" gostam de chuva. Em suas incursões procuram o arco-íris e as formações de cumulus-ninbus sempre aguardando as gotas de água que voltando prá terra trazem coisas do ar. São Alternativos e inimigos da Nova Ordem Mundial. Sabem com antecedência as coisas que irão acontecer comigo. Me comunicam e me alertam. As vezes ouço, as vezes estou surdo.

domingo, 9 de setembro de 2007

"Os Caras" e os reencontros

"Os Caras" estiveram com os druidas e agora retornam com os UFO's.

"Os Caras" e suas diversões

Eu falo e "Os Caras" não acreditam!
Enquanto fazemos castelos na areia Eles constroem patos nas nuvens.

sábado, 8 de setembro de 2007

"Os Caras" e os caminhos


Agradeci quando me restou apenas um caminho. A possibilidade da escolha incomoda exige uma tomada de posição. Existe a irreverência do partir num novo caminhar. E caminhar é preciso. Outras paragens. Outros rostos me recebendo e eu a receber.
Agradeci mesmo, quando nada mais havia há ser feito.
O imponderável não mais respira.
Restam probabilidade e chances pequenas
sem fatorial.
Que as pedras que pisarei
sejam conforto e descanço.
Sombras não pedirei,
a luz já não me atrai.

"Os Caras" e a sustentação


(Parafraseando Milan Kundera no seu título mais famoso "A insustentável leveza do ser")
Usei meu corpo para te sustentar.
De minhas fibras, veias e colapsos fizestes bengalas.
Dei-te tempo, tez e guarida e os ventos me foram
adversos.
Hoje impávido e imóvel me resigno
ao lento
e permanente
esperar.
Sempre a te suportar.

"Os Caras" e as escolhas


Você, quando era criança, ficava torcendo pelo bandido ?