Um marco na vida que vivemos é um ponto de referência ao qual voltamos sempre que perdemos nossas fronteiras ou quando a saudade bate sem dó.
..."você sabe e eu sei..."
Que corte todas as nossas carnes para lembrarmos que estamos vivos e que cabe
vivermos.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
"Os Caras" e Belchior - A palo seco
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
"Os Caras" - Belchior - Na Hora do Almoço
O filme é pirante.
Magia pura.
O "noir", o gestual...
Belchior então...
"Os Caras" e Sá, Rodrix e Guarabira - Jesus Numa Moto
Jesus Numa Moto
Sá e Guarabira
Composição: Zé Rodrix
Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue
Dando ordens a quem não sabe
Obedecendo a quem tem
Só espero a hora
Nem que o mundo estanque
Prá me aproveitar do conforto
De não ser mais ninguém
Eu vou virar a própria mesa
Quero uivar numa nova alcatéia
Vou meter um "Marlon Brando" nas idéias
E sair por aí
Prá ser Jesus numa moto
Che Guevara dos acostamentos
Bob Dylan numa antiga foto
Classius Clay antes dos tratamentos
John Lennon de outras estradas
Easy Rider, dúvida e eclipse
São Tomé das letras apagadas
E Arcanjo Gabriel sem apocalipse
Nada no passado
Tudo no futuro
Espalhando o que já está morto
Pro que é vivo crescer
Sob a luz da lua
Mesmo com sol claro
Não importa o preço que eu pague
O meu negócio é viver
Sob a luz da lua...
Mesmo com sol claro...
Preso nesta cela...
By Luana
"Os Caras" e o Piano na Mangueira: Tom Jobim e Chico Buarque
"Os Caras" são mangueirenses rouxos (desde que se pinte o rouxo de verde e rosa).
"Os Caras" e O Mundo é Um Moinho, de Cartola, by Vanessa Borhagian
- Ouvi e me apaixonei pela Vanessa. Uma interpretação meiga e despretenciosa.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
"Os Caras" e a Musa Loura
sábado, 2 de agosto de 2008
"Os Caras" e o mês de agosto.
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"Agosto é popularmente conhecido como o "mês do cachorro louco". Claro que há uma explicação científica para o título, ainda que muito vaga. Diz-se que é porque nesse mês há uma maior concentração de cadelas no cio, em decorrência das condições climáticas, o que gera maior promiscuidade entre os animais e, portanto, maior contágio da raiva, doença que os enlouquece."
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
"Os Caras" e Nietzsche VII

"ASSIM FALOU ZARATUSTRA"
“De todo o escrito só me agrada aquilo que uma pessoa escreveu com o seu sangue. Escreve com sangue e aprenderás que o sangue é espírito.
Não é fácil compreender sangue alheio: eu detesto todos os ociosos que lêm.
O que conhece o leitor já nada faz pelo leitor. Um século de leitores, e o próprio espírito terá mau cheiro.
Ter toda a gente o direito de aprender a ler é coisa que estropia, não só a letra mas o pensamento.
Noutro tempo o espírito era Deus; depois fez-se homem; agora fez-se populaça.
O que escreve em máximas e com sangue não quer ser lido, mas decorado. Nas montanhas, o caminho mais curto é o que medeia de cimo a cimo; mas para isso é preciso ter pernas altas. Os aforismos devem ser cumieiras, e aqueles a quem se fala devem ser homens altos e robustos.
O ar leve e puro, o próximo perigo e o espírito cheio de uma alegre malícia, tudo isto se harmoniza bem.
Eu quero ver duendes em torno de mim porque sou valoroso. O valor que afugenta os fantasmas cria os seus próprios duendes: o valor quer rir.
Eu já não sinto em unísono convosco; essa nuvem que eu vejo abaixo de mim, esse negrume e carregamento de que me rio, é precisamente a vossa nuvem tempestuosa.
Vós olhais para cima quando aspirais a vos elevar. Eu, como estou alto, olho para baixo.
Qual de vós pode estar alto e rir ao mesmo tempo?
O que escala elevados montes ri-se de todas as tragédias da cena e da vida.
Valorosos, despreocupados, zombeteiros, violentos, eis como nos quer a sabedoria. É mulher e só lutadores podem amar.
Vós dizeis-me: “A vida é uma carga pesada”. Mas, para que é esse vosso orgulho pela manhã e essa vossa submissão, à tarde?
A vida é uma carga pesada; mas não vos mostreis tão contristados. Todos somos jumentos carregados.
Que parecença temos com o cálice de rosa que treme porque o oprime uma gota de orvalho?
É verdade: amamos a vida não porque estejamos habituados à vida, mas ao amor.
Há sempre o seu quê de loucura no amor; mas também há sempre o seu quê de razão na loucura.
E eu, que estou bem com a vida, creio que para saber de felicidade não há como as borboletas e as bolhas de sabão, e o que se lhes assemelhe entre os homens.
Ver revolutear essas almas aladas e loucas, encantadoras e buliçosas, é o que arranca a Zaratustra lágrimas e canções.
Eu só poderia crer num Deus que soubesse dançar.
E quando vi o meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo e solene: era o espírito do pesadelo. Por ele caem todas as coisas.
Não é com cólera, mas com riso que se mata. Adiante! matemos o espírito do pesadelo!
Eu aprendi a andar; por conseguinte corro. Eu aprendi a voar; por conseguinte não quero que me empurrem para mudar de sítio.
Agora sou leve, agora vôo; agora vejo por baixo de mim mesmo, agora salta em mim um Deus”.
Assim falava Zaratustra.
Obtido em "http://pt.wikisource.org/wiki/Assim_falou_Zaratustra/Ler_e_Escrever"

