terça-feira, 29 de abril de 2008

"Os Caras" e Leonardo Boff

(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."

Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09

domingo, 27 de abril de 2008

"Os Caras" e a Flavia Alessandra


"Os Caras" elegeram a Musa do Blog.
Não poderia ser outra além da densa Flavia Alessandra.
Outros adjetivos são dispensados.
Como o velho chavão:
-Uma imagem diz mais que mil palavras.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

"Os Caras" e o sonho


"Os Caras" entraram em meus sonhos
e me disseram que eu faria algo que
não fazia há trinta anos.
Pensei em tudo possível e firmei que eles tinham se enganado.
E não é que hoje aconteceu!
Beijar a mesma linda mulher trinta anos depois!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"Os Caras" e as fábulas

Por desconhecerem quem realmente "Os Caras" são, foi feita muita confusão ao longo da história em relação ao real aspécto, aparência e caráter Deles.
Eles foram confundidos com o lobo mau, mas na realidade eram o chapéuzinho vermelho.
Belo disfarce!

"Os Caras" e a Mudança



...Abri mão de muitas coisas na minha vida,
E mesmo com o sofrimento da Mudança
Hoje posso dizer, obrigado, para eu mesma,
Por ser quem realmente sou...

Últimos quatro versos de um poema de Luciene

quarta-feira, 23 de abril de 2008

"Os Caras" e o Terremoto


Saint Paul, Brazil, 04/22/2008

09:07 PM

5.2 Scall of Richter



"Os Caras" são foda!


A destruição era para ser bem maior.


Mas Eles mexeram os pauzinhos e a onda dissipou-se no mar.


Ufa! O que seria de nos sem "Os Caras".

"Os Caras" e a Tempestade

Tenho certeza
de que usaram de ilusão.
Trouxeram a deusa Maya
e nos banqueteamos em sua homenagem.
Dois tontos, boquiabertos,
adorando as formações de nuvens.
Tivemos que correr
da e na Tempestade.
No Beco dos Caras nos deparamos
com Eólio irritado.
Pegou-nos de frente
e nos fez conhecer seu impacto em nossos rostos.
Nos abrigamos em uma garagem
a espera da bonança
ouvimos som e a mente pode criar
em forma de máquina fotográfica.
O cão pequeno no colo da menina,
o odor difícil do esgoto vazando,
e a música "Ela partiu..."
Tenho certeza que "Os Caras" armaram tudo
difícil é provar.

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Os Caras" e Stairway to Heaven




Stairway To Heaven (tradução)


Led Zeppelin


Composição: Led Zeppelin



Há uma senhora que acredita
Que tudo o que brilha é ouro
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso
Quando ela chega lá ela descobre
Que se as lojas estiverem todas fechadas
Com apenas uma palavra ela consegue o que veio buscar
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso
Há um cartaz na parede
Mas ela quer ter certeza
Porque você sabe que às vezes as palavras
têm duplo sentido
Em uma árvore a beira do riacho
Há um rouxinol que canta
Às vezes todos os nossos pensamentos estão errados.
Isto me faz pensar
Isto me faz pensar
Há algo que sinto
Quando olho para o oeste
E meu espírito chora ao partir
Em meus pensamentos tenho visto
Anéis de fumaça atravessando as árvores
E as vozes daqueles que ficam parados olhando
Isto me faz pensar
Isto realmente me faz pensar
E um sussurro avisa que em breve
Se todos entoarmos a canção
O flautista nos levará à razão
E um novo dia irá nascer
Para aqueles que suportarem
E a floresta irá ecoar gargalhadas
Se há um alvoroço em sua horta
Não fique assustada
É apenas limpeza primaveril da rainha de maio
Sim, há dois caminhos que você pode seguir
Mas na longa estrada
Há sempre tempo de mudar o caminho que você segue
E isso me faz pensar
Sua cabeça lateja e não vai parar
Caso você não saiba
O flautista te chama para você se juntar a ele
Querida senhora, pode ouvir o vento soprar?
E você sabia
Sua escadaria repousa no vento sussurrante
E enquanto corremos soltos pela estrada
Com nossas sombras mais altas que nossas almas
Lá caminha uma senhora que todos conhecemos
Que brilha luz branca e quer mostrar
Como tudo ainda vira ouro
E se você ouvir com atenção
A canção irá finalmente chegar a você
Quando todos são um e um é o todo
Ser uma rocha e não rolar
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso...

"Os Caras" e Stairway to Heaven


Jogavamos a noite toda.
Bebiamos, conversavamos e
discutiamos o sexo dos anjos,
a juventude nos acompanhava
e tolos achavamos que tudo era prá sempre.
Cada um seguiu um caminho.
Um morreu.
Outro se matou.
Restam cinco menos dois.
Dispersos pelo mundo.
Hoje sei para onde minha escada me leva.
Dispenso o corrimão.
Dispenso enxergar onde vai dar.
Se céu ou inferno.
Se vida ou morte.
É lá que estarei...
não tem outro caminho.

sábado, 19 de abril de 2008

"Os Caras" e a Loucura do Poeta


A BUSCA DO POETA LOUCO

escrito em 31/05/2002



Não se vai aqui questionar em que nível chegou a loucura do poeta.
Enlouqueceu simplesmente.
Sem estágios intermediários,
sem meio-termo, sem ameaças, sem faz de conta.
Pirou. Pinel. Charcot.
Virou as costas e saiu andando.
Deu de ombros.
Desdenhou nossa razão e se foi.
Partiu.
Sem eira foi ali pela beira.
Marginal se ausentou da realidade.
Talvez dissesse que ia atrás de Zaratustra,
em busca do mito da caverna,
participar da guerra do fogo,
no encalço do santo graal,
percorrer a estrada de tijolos amarelos,
encontrar o caminho do Eldorado. Definitivamente não vamos aqui tergiversar
nem usar de subterfúgios para melhorar a fama do poeta,
nem vamos preservar sua imagem,
livrar-lhe a cara,
tirar-lhe o... da reta,
salvar-lhe a pele,
aninhá-lo nos braços e niná-lo.
Não, não vamos não. O poeta enlouqueceu e pronto! Dispensa-se o eletro choque,
o sossega leão,
a camisa-de-força,
o cloridrato de fluoxetina,
o ficar de bem dando o dedinho. Dispensam-se as mensagens de condolências,
as coroas de flores,
os epitáfios,
as tele-mensagens,
os telegramas cantados,
as olas da torcida,
as volta olímpicas,
os jogos de despedidas. O poeta enlouqueceu e é só! Não deixou testamento,
bens a inventariar,
penduras no boteco,
livros no prelo,
cartas para serem abertas depois. Não legou herança, esperança, crianças
nem lembranças... O poeta ficou de saco cheio e irmanou-se com a insanidade
e na sua idade
isto foi fundamental.
Tirou o cavalinho da chuva,
o burro da sombra,
desencostou do barranco,
deu bom dia pra poste. Que não venham com nome de rua,
praça ou avenida,
não precisa,
nem enredo de escola de samba,
não componham hino, nem acústico, nada... O poeta enlouqueceu...